Olá manolinha(o)s!
Você assisitu ao filme
As sulfragistas? Não? Previsível, afinal este filme saiu em cartaz em
pouquíssimos cinemas brasileiros. E em comemoração e respeito pela data de hoje
ele foi escolhido pra ser resenha aqui no nosso blog.
Trata-se de um drama
histórico, que conta a luta de britânicas pelo direito ao sulfrágio.
Na segunda metade do
século XX as mulheres trabalhavam no geral em empresas no ramo têxtil ganhando
baixíssimos salários desde muito novas, e sujeitando-se aos seus maridos e
patrões.
Maud Watts é uma dessas
típicas mulheres, sem formação escolar, trabalha a muito tempo numa lavanderia
com condições insalubres, é casada com
Sonny e tem um filho pequeno chamado George.
Conhece
o movimento militante das sulfragistas através de uma colega de serviço que ao
contrário dela trabalha na lavanderia a pouco tempo junto com sua filha de 13
anos. Maud vê essa menina sendo assediada pelo patrão assim como ela havia sido
durante boa parte de sua vida pelo mesmo homem.
Mund
passa a se integrar no movimento e abrir os olhos para as diferenças de
tratamentos e direitos entre os gêneros. Ao fazer parte de reuniões e movimentos
militantes ela é agredida e presa, assim como tantas outras sulfragistas.
Sendo a
causa de grande vergonha ao seu marido é expulsa de casa e impedida de ver seu
filho,- a lei na época dava ao pai o direito sobre os filhos- mais um motivo
para que ela não desistisse, passando a entender que seus sonhos só seriam
conquistados por meio de lutas e sacrifícios em prol de uma geração
igualitária.
O
movimento passa a se organizar e crescer e Mund faz parte das estratégias de
ação, tendo como um dos principais objetivos a chamada de atenção da mídia para
o movimento. O que faz correndo altos riscos junto às suas companheiras de batalha.
O filme
termina apresentando as datas de conquista do direito do voto feminino em
vários países, dos mais antigos, aos mais recentes, fazendo-nos refletir sobre
a importância dos atos revolucionários pelas minorias. Talvez, se essa
militante tivesse desistido as mulheres, principalmente no ocidente, não teriam
conquistado tanto espaço na sociedade.
