terça-feira, 8 de março de 2016

As Sulfragistas e a Luta Pelos Direitos Femininos

Olá manolinha(o)s!

Você assisitu ao filme As sulfragistas? Não? Previsível, afinal este filme saiu em cartaz em pouquíssimos cinemas brasileiros. E em comemoração e respeito pela data de hoje ele foi escolhido pra ser resenha aqui no nosso blog.

Trata-se de um drama histórico, que conta a luta de britânicas pelo direito ao sulfrágio.
Na segunda metade do século XX as mulheres trabalhavam no geral em empresas no ramo têxtil ganhando baixíssimos salários desde muito novas, e sujeitando-se aos seus maridos e patrões.

 Maud Watts é uma dessas típicas mulheres, sem formação escolar, trabalha a muito tempo numa lavanderia com condições insalubres, é  casada com Sonny e tem um filho pequeno chamado George.



Conhece o movimento militante das sulfragistas através de uma colega de serviço que ao contrário dela trabalha na lavanderia a pouco tempo junto com sua filha de 13 anos. Maud vê essa menina sendo assediada pelo patrão assim como ela havia sido durante boa parte de sua vida pelo mesmo homem.

Mund passa a se integrar no movimento e abrir os olhos para as diferenças de tratamentos e direitos entre os gêneros. Ao fazer parte de reuniões e movimentos militantes ela é agredida e presa, assim como tantas outras sulfragistas.

Sendo a causa de grande vergonha ao seu marido é expulsa de casa e impedida de ver seu filho,- a lei na época dava ao pai o direito sobre os filhos- mais um motivo para que ela não desistisse, passando a entender que seus sonhos só seriam conquistados por meio de lutas e sacrifícios em prol de uma geração igualitária.

O movimento passa a se organizar e crescer e Mund faz parte das estratégias de ação, tendo como um dos principais objetivos a chamada de atenção da mídia para o movimento.  O que faz correndo altos riscos junto às suas companheiras de batalha.

O filme termina apresentando as datas de conquista do direito do voto feminino em vários países, dos mais antigos, aos mais recentes, fazendo-nos refletir sobre a importância dos atos revolucionários pelas minorias. Talvez, se essa militante tivesse desistido as mulheres, principalmente no ocidente, não teriam conquistado tanto espaço na sociedade.