segunda-feira, 6 de julho de 2015

A Cidade do Sol

Olá manolos (as)!

Vamos a #horadaleitura ?

Vim contar a vocês uma história comovente, educativa e extremamente reflexiva!

Na verdade, ela não é de minha autoria, li em um livro do tão conhecido Khaled Hosseini.
Diferente da maioria de seus assíduos leitores, não iniciei pelo famoso livro " O caçado de pipas" e sim pelo livro "A Cidade do Sol" e é sobre ele que falarei.


Hosseni enxerga a nossa "miopia" ocidental em relação ao Oriente e a proposta dos dois livros citados é fazer-nos refletir e aprender sobre a cultura afegã, porém, no livro a qual me refiro mais diretamente, a proposta é, ao meu ver, de maneira simples, mostrar-nos a realidade das mulheres afegãs, e em segundo plano, a guerra civil existente entre grupos extremistas.

A história se passa Cabul, capital do Afeganistão, Mariam, uma Harami (filha bastarda) é criada por sua mãe, longe da casa de seu pai e de seus irmãos. Sua maior alegria é receber as visitas semanais de seu pai, e seu maior sonho é conhecer seus irmãos e visitar o cinema da família, porém, é rejeitada, e diante disso a morte de sua mãe a faz ter de ficar na casa dele com suas madrastas, que logo arranjam uma maneira de livrar-sem dela. Um casamento forçado com um sapateiro chamado Rashid.

Mariam que possui 15 anos casa-se forçada com um típico marido afegão.

Enquanto isso, outra história é narrada no livro. Laila, uma garota nascida em Cabul, criada de maneira liberal, recebe boa educação e vive um romance com seu melhor amigo.

Ambas as histórias são intermediadas e influenciadas por acontecimentos do mundo político e social afegão. Ao passar dos anos o cenário político muda, o Afeganistão é tomado pelos Talibãs e as histórias se entrelaçam.

"Em poucos anos, essa menina vai ser uma mulher que pede muito pouco da vida, que nunca incomoda ninguém, nunca deixa transparecer que ela também tem tristezas, desapontamentos, sonhos que foram menosprezados. Uma mulher que vai ser como uma rocha no leito de um rio, suportando tudo sem se queixar. Uma mulher cuja generosidade, longe de ser contaminada, foi forjada pelas turbulências que se abateram sobre ela."

Cria-se de início uma relação que tem tudo pra dar errado,porém, diante de todas as dificuldades que as duas personagens passam a viver juntas, nasce uma grande amizade, fazendo-nas lutarem pela sobrevivência, contra a repressão e contra a violência pratica por Rashid.

É impossível não torcer por elas durante a leitura e não sofrer junto suas dores.

"Só há uma coisa na vida que precisamos aprender, e ninguém ensina isso nas escolas. A capacidade de suportar." 

Esse é um típico livro que lemos incansavelmente até o fim, cujas reflexões presentes nas entrelinhas, começam a ser analisadas após o término, fazendo com que a história  permaneça por dias na mente do leitor, que certamente, a levará consigo eternamente!

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