domingo, 15 de março de 2015

Aprendendo com Anne Frank - Histórias que ensinam valores

Olá manolinhos e manolinhas, como vão?


   Queremos lhes contar uma novidade que o Senac nos trás e trará em todas as suas unidades de biblioteca na capital e no interior de SP, onde estarão sendo apresentados, três painéis que falam sobre o "Anexo Secreto", lugar onde Anne Frank e sua família se refugiou em Amsterdã na época da Alemanha nazista.



   Trata-se do fundo de uma empresa, onde eles se escondiam e contavam com o apoio de pessoas de confiança para lhes ajudarem.




   Nos painéis são apresentados os personagens que fizeram parte dessa história, como os amigos de  Otto Frank - pai de Anne -, Johannes Kleiman e Victor Kuglerum os  principais ajudantes que arriscaram suas vidas  em nome da amizade que tinham.



   Com 13 anos, Anne ganha seu diário, onde passa a escrever sua vida dentro do Anexo e do cotidiano as  pessoas que os ajudavam, como a sua amiga Miep Gies que era uma das secretárias da empresa, e mantinham informados sobre o mundo lá fora, como as pessoas reagiam à guerra e lhes ajudavam com alimentos. Ela é quem fica com o diário após a morte de Anne em 1945 no campo de concentração em Berguen- Belsen . Uma traição fez com que as duas famílias do anexo fossem descobertas.

   De todos que foram levados aos campos de concentração, apenas Otto Frank sobrevive, e é ele quem publica em 1947 o diário de Anne Frank, hoje considerado um dos livros mais importantes do século XX.

   Contudo, a impressão que a exposição passa é de um projeto simplório, talvez planejado para pessoas que estão passando por perto e dão uma paradinha pra ver por curiosidade e por que ficará pouco tempo em cada unidade que passar. As informações poderiam ser exploradas de maneira mais interativa.

   No site, há informações de documentários que serão passados aos visitantes e aulas a respeito do tema, entretanto, na unidade Tatuapé que foi  onde comparecemos, isso não ocorreu, tão pouco tinha alguém disponível para nos fornecer informações, fazendo com que um sentimento de frustração no final fosse sentido. No entanto, não atrapalhou a riqueza das informações expostas nos pequenos painéis e as reflexões que elas nos trazem, a respeito da contribuição para uma sociedade mais justa, e o desrespeito com o ser humano, que é o objetivo do Programa Senac de Cultura de Paz.

   Se você se interessou, dê uma olhada no site: Clique Aqui e fique de olho em quais unidades está sendo apresentada e até que data ficará exposta.

Conte-nos o que achou sobre a exposição e o projeto, além de suas reflexões!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Vila Maria Zélia - #BoraArquitetar!

Oi manolos, tudo bem?!
Aqui, tudo ótimo! :)

   Vamos fazer uma série aqui de posts com a Tag #BoraArquitetar!
   O intuito é sair pelo mundão a fora e descobrir lugares fantásticos e conversar sobre eles!
   Esperamos que gostem!

   Então, nossa primeira parada é a vila operária Maria Zélia!
   Antes de mais nada vou escrever um breve resumo do porque ela existe, o contexto histórico, o que aconteceu com ela e suas edificações ao longo do tempo, essas pequenas curiosidades...

   No inicio do século XX, aqui em SP houve uma grande expansão de fábricas e indústrias, principalmente na região do Brás, Belém, Mooca, etc. E por conta disso nasce as vilas operárias paulistas,

   A Vila Maria Zélia começou ser construída em 1912 pelo o médico e industrial Jorge Street, inaugurada em 1917. Tinha a intenção de abrigar 2500 operários que trabalhavam na indústria de tecelagem do Belenzinho.

(Via)

   Jorge Street tinha uma grande preocupação com o bem estar dos seus funcionários, então foi em busca de um arquiteto na Europa que poderia o ajudar nessa missão. O arquiteto Paul Pedraurrieux, se inspirou nas vilas estrangeiras do inicio do século XX, edificando ali, uma capela, dois armazéns, duas escolas (meninos e meninas separados), um coreto, praça, campo de prática esportiva, salão de festas, consultórios médicos, coisas que não havia nas outras vilas operárias da época.

   Nos anos 30, devido às dívidas fiscais com o Governo Federal a vila e a fábrica são confiscadas pelo INSS. Depois disso a fábrica é desativada em 1931. Ela permanece fechada por oito anos até ser comprada em 1939 e reaberta como a Goodyear.

(Via)

   A partir de 1939 os moradores do local começaram a pagar o aluguel ao INSS. Em 1968, finalmente são autorizados a comprar os imóveis. Já no caso das escolas e armazéns eles estão lá até hoje como propriedade federal. A Paróquia de São José do Belém cuida da igreja da vila e as escolas e o armazém estão abandonados há décadas.

   Nos dias atuais o que eu senti é um pouco de nostalgia mas, muita tristeza por locais que citei anteriormente estarem abandonados pelo o INSS. Uma parte dos moradores da vila lutam com a causa de restaurar esses prédios, pela importância histórica deles.

Fotos atuais do lugar:
Igreja na vila
Escola de meninos
Escola de meninas 


Uma visão das ruas atualmente
Fundo da escola de meninas
Armazém

   Consegui entrar dentro de um dos prédios (escola de meninos) e ver como ele está atualmente é de cortar o coração </3

Escola de meninos

Fotos do interior da escola de meninos:



   Apesar desses pontos negativos, é uma visita renovadora! Eu adorei o lugar, há locais que parece que estamos em um filme antigo. Além de ser um lugar super acolhedor e com moradores muitos simpáticos! :D

   É isso gente, e o que eu quero saber de vocês é o que vocês acham desses locais que são abandonados pelo poder públicos, será que tudo isso tem algum valor histórico que temos que conservar?

Bom, EU tenho certeza que sim.

*Um clique nas fotos para ampliar;
**Lembrando que as fotos atuais, são todas tiradas por mim.

Beijinhos e tchau tchau ;*

domingo, 8 de março de 2015

Mulheres? Revolucionárias!

Revolucionário(a): Aquilo que muda, ou ajuda a mudar

   Mudar um paradigma, ou seja, uma maneira de pensar que já vem impregnada há décadas ou séculos na sociedade é algo que só pode ser conquistado através de diversos movimentos/iniciativas, união e luta.



  O preconceito às mulheres vem desde a distribuição do trabalho nas sociedades antigas, onde os homens caçavam e as mulheres cuidavam dos filhos e/ou da plantação sem o reconhecimento como cidadãs, no entanto, era uma forma de organização que se fixou e acabou por virar o preconceito de fato. As diferenças estavam em todos os níveis de atividades.
   Na Grécia antiga, os homens dedicavam-se à política, à ciência, à filosofia etc; enquanto os escravos trabalhavam e as mulheres cuidavam de seus lares, principalmente em Atenas. 
Na Idade Média, contextualizando de maneira geral, a mulher foi reprimida pela ideologia religiosa.
  Durante o Renascimento, elas começaram a participar ainda que de maneira branda no meio econômico e científico, conseguindo maiores participações a partir da modernidade.
   Em todas essas etapas, sempre houveram as corajosas que fugiam do comodismo e da aceitação de seu "papel" na sociedade, assim como aquelas operárias nos EUA que, em 1857 lutaram por igualdade salarial ao sexo oposto e acabaram por morrer carbonizadas na fábrica onde trabalhavam, fazendo com que a ONU criasse o feriado em homenagem a coragem dessas guerreiras. Graças a todas essas revolucionárias, hoje somos mulheres ativas e trabalhadoras, lutando cada vez mais por igualdade.


Incêndio onde foram mortas 130 tecelãs após reivindicarem igualdade salarial.

   Tudo isso conquistado com luta constante contra a repressão e ao sexismo. 

   Hoje ainda há cargos masculinizados e os nossos salários são mais baixos com relação a um homem que exerce a mesma função, há mulheres em menor número nas cadeiras parlamentares, nas escolas e universidades. Isso nos mostra que ainda falta muito o que reivindicar . Com a nossa força e nossa união conseguiremos ser colocadas como seres humanos com total potencial de realização, seja qual for a tarefa.

Sobre o pensamento contemporâneo em relação a mulher, deixarei que as músicas abaixo falem...

"Nós ensinamos as meninas a se retraírem
Para diminuí-las
Nós dizemos para as garotas, você pode ter ambição
Mas não muita
Você deve ser bem sucedida, mas não muito
Caso contrário, ameaçará o homem
Porque eu sou uma fêmea
Esperam que eu deseje me casar
Esperam que eu faça as minhas próprias escolhas na vida
Sempre tendo em mente que
O casamento é o mais importante
O casamento pode ser uma fonte de alegria e amor e apoio mútuo
Mas por que ensinamos às garotas a aspirar ao casamento
E não ensinamos a mesma coisa aos meninos?
Educamos as garotas a se verem como concorrentes
Não por emprego ou por realizações
O que eu penso que pode ser uma coisa boa
Mas sim pela atenção dos homens
Nós ensinamos as garotas que não podem ser seres sexuais
Da mesma forma que os garotos são
Feminista, a pessoa que acredita na igualdade social
Política e econômica entre os sexos"


 
Flawless - Beyoncé

Ouça essa outra música legendada e inspire-se:



Hoje é mais do que um dia para lembrar e comemorar, é um dia para refletir sobre a palavra MUDANÇA!

sábado, 7 de março de 2015

O mundo segundo Mafalda

Olá manolinhos e manolinhas!!!
Hoje viemos falar sobre a exposição “O mundo segundo Mafalda” , que infelizmente esteve em cartaz só até o dia 28/02/2015 na praça das artes em São Paulo.

Aposto que você já viu as tirinhas da protagonista do argentino Quino que possuí características muito particulares como odiar sopa, moscas, amar os Beatles, a primavera e o  Pica-Pau, em jornais, sites, livros e até em provas.  Mafalda é como a Mônica para nós brasileiros, porém, voltada à um público de mais idade devido ao seu senso crítico que nos faz refletir sobre os nossos atos, usando o ceticismo de uma criança.


Nessa exposição foram apresentados além da história do autor, todos os personagens e suas características que foram acrescentados após o sucesso de Mafalda, como sua família e  amigos como sua melhor amiga Clotilde que é seu oposto:  fala demais, preocupa-se com a opinião alheia e não dá a mínima às preocupações de Mafalda, fazendo-nos ver a alienação deparando-nos ao nosso próprio modo de pensar.

Havia uma sessão voltada à principal preocupação de Mafalda que certamente é o mundo. Ela o vê como sujo, fraco, doente, tenta virá-lo de ponta cabeça e até passar o creme de beleza de sua mãe. Certamente uma analogia a crítica do período de guerra fria em que viveu o autor, e que persistem em nossa contemporaneidade.



Foi um ótimo passeio, que aliado ao local de grande riqueza cultural, tornou meu sábado muito agradável.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Um Sábado no Teatro Gazeta

Olá Manolos e Manolas?

Hoje nós queremos falar de três coisas que gostamos bastante: Teatro, Humor e Kéfera!



Sim, a Kéfera Buchmann, a vlogueira que iniciou sua carreira no youtube. Desde de seu início nesse mundo dos vlogs nós a acompanhamos e até nos inspiramos em seu tipo de humor espontâneo.
No sábado do dia 31/01, tivemos a oportunidade de poder assistir sua atuação junto à comediante de stand up, sua best Bruna Louise na peça, Deixa eu Te Contar.

A ideia do roteirista era seguir essa linha de comédia espontânea, portanto, sem muitos roteiros. A peça que conta com poucos personagens interpretados por elas mesmas tem apenas uma história pra contar que rende a peça inteira, no entanto, é travada por diversas vezes pela espontaneidade das atrizes que fazem vários recortes que remontam a algo engraçado da história principal.

 (Via)

Confessamos que esperávamos mais, entretanto, as risadas não foram evitadas por isso.
O Cenário é como se fosse a sala da Kéfera onde a conversa informal acontece.
As músicas são ótimas e todas parecem com a personalidade das duas!

Foi super divertido! Adoramos e recomendamos!

Beijinhos e tchau tchau ;**